terça-feira, 3 de abril de 2012

Brasília disputa "Copa do Mundo de tecnologia"

DIVULGAÇÃO

Brasília é candidata a sediar o maior evento do mundo em inovação e tecnologia. Trata-se do XIV Congresso Mundial de Tecnologia da Informação, da World Information Technology and Services Alliance (Witsa), conhecida como a "copa do mundo da tecnologia", que poderá ter sua versão brasileira em 2016.
 
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Cristiano Araújo, esteve com o governador Agnelo Queiroz para assinatura de um protocolo de intenções, no qual o GDF comprometeu-se a levar a candidatura de Brasília ao evento deste ano, em Montreal, no Canadá, onde será definida a sede de 2016. “Será uma grande oportunidade para Brasília sediar um evento desse porte, com tantas oportunidades de negócios para o segmento”, destacou Cristiano.
 
O Congresso Mundial de TI ocorre a cada dois anos e o último aconteceu em 2010 na cidade de Amsterdã. O evento teve a participação de delegados de mais de 90 países, com estimativa de público superior a três mil pessoas por edição.
 
Participam do evento representantes do governo e da academia, além de grandes empresários, que discutem os mercados emergentes, tendências políticas e econômicas, novas tecnologias, perspectivas do usuário de TIC e oportunidades de negócios no mercado global.
 
O Congresso Mundial de TI de 2012 será realizado de 20 a 25 de outubro, em Montreal, onde será escolhida a cidade-sede para o Congresso de 2016.
Secretaria de Ciência e Tecnologia

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Caminhão da Mulher faz 1,1 mil exames

DIVULGAÇÃO / ROBERTO BARROSO
A Unidade Móvel de Saúde da Mulher no Distrito Federal, inaugurada em 8 de março pelo governador Agnelo Queiroz, já realizou mais de mil exames entre ultrassonografias, mamografias e citológicos, também conhecidos como preventivos ou Papanicolau. Na primeira localidade onde atendeu, o Condomínio Pôr do Sol, em Ceilândia, foram feitos 1.176 exames, sendo 387 mamografias, 429 ultrassonografias e 360 preventivos. O caminhão da Saúde esteve na cidade entre 12 e 23 de março. Desde a segunda-feira (26), ele recebe a população feminina de Taquara, área rural de Planaltina.
 
Em Ceilândia, 82 das 429 ultrassonografias realizadas registraram anormalidades, entre elas útero miomatoso (existência de miomas) e cistos no ovário. Os resultados das mamografias e dos preventivos  já foram entregues às pacientes, mas a Secretaria de Saúde do DF ainda não relacionou os casos mais diagnosticados. Todas as mulheres que apresentaram alterações nos exames foram encaminhadas para áreas médicas específicas da rede pública do DF.


O Caminhão da Saúde está em Taquara, área rural de Planaltina, desde a segunda-feira (26). No primeiro dia de atendimento, foram realizadas 40 ultrassonografias e 40 mamografias, além de exames preventivos. Ele fica até a próxima quinta-feira (5/4) no local, com equipe formada por um médico, um enfermeiro, dois técnicos em radiologia e uma recepcionista por turno. 
 
O atendimento é feito de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h. No início da manhã, são distribuídas as senhas de atendimento daquele turno. No começo da tarde, o procedimento se repete. Por dia, são realizadas 40 mamografias, 50 ultrassonografias e 40 exames de Papanicolau. Do total de vagas oferecidas, 80% são reservadas às moradoras da região onde a unidade estiver instalada. 
 
A próxima parada da Unidade Móvel de Saúde da Mulher será no Itapoã, a partir de 9 de abril. A previsão é de que ela fique na cidade durante três semanas. As mulheres interessadas em fazer os exames devem apresentar no local os documentos pessoais e comprovante de residência. 
 
Para fazer a mamografia, a paciente deve ter 40 anos ou mais e o pedido médico. O Papanicolau não possui pré-requisitos, mas é feito, preferencialmente, em mulheres que tenham se submetido a ele há mais de um ano.
Agência Brasília

35% dos adolescentes consomem bebidas pelo menos uma vez ao ano

GERDAN WESLEY
Trotes violentos envolvendo bebidas na Universidade de Brasília, estudantes embriagados agredindo equipes da imprensa e acidentes fatais de trânsito. Esses são alguns dos episódios que recentemente chamaram a atenção dos brasilienses para a gravidade do consumo de bebidas alcoólicas entre jovens e adolescentes. Levantamento realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) aponta que no país, 35% dos adolescentes consomem bebidas alcoólicas pelo menos uma vez ao ano e 24% pelo menos uma vez ao mês.
No Distrito Federal, não é raro flagrar o consumo de bebidas entre menores. Sejam nas festas ao ar livre regadas a bebidas e som automotivo, nas casas noturnas e bares que não fiscalizam a idade mínima exigida dos frequentadores ou até mesmo em ambientes acadêmicos, como o campus da Universidade de Brasília. A reportagem do Alô flagrou jovens bebendo em todas as situações.
Na tentativa de conter o problema, a Vara da Infância e Juventude realiza com frequência, blitz em festas e casas noturnas para verificar se menores estão comprando bebidas ou adquirindo de outras  pessoas. Só em 2011, as operações do órgão flagraram cerca de 200 menores consumindo bebidas alcoólicas. “O que fazemos é deter os jovens até que os pais ou responsáveis venham buscá-los e tomar par da situação”, afirma o supervisor da seção de apuração e proteção da 1ª Vara da Infância, Marcos Barbosa. Ele explica que, muitas vezes, os adolescentes mentem para os pais, dizendo que vão dormir na casa de amigos, mas vão para festas. “Não é raro quando telefonamos, os pais duvidarem de que o filho está sob nossa custódia. É importante estar atento”, completa.
O trânsito também é um termômetro frio da consequência da mistura entre álcool, jovens e direção. Dados do Departamento de Trânsito (Detran) mostram que só em 2011, 23 jovens entre 10 e 19 anos perderam a vida em acidentes fatais nas vias da capital. Para o psiquiatra e coordenador do programa de orientação e atendimento a dependentes, da Universidade Federal de São Paulo, Marcelo Niel, muitas vezes a associação do jovem com a bebida começa em casa. “O hábito de alguns pais de beberem na frente das crianças, ou até mesmo, mandarem elas buscarem bebidas, costuma estimular precocemente o consumo de tais substâncias”, alerta.
Para o especialista, só um diálogo franco dentro do núcleo familiar pode coibir o problema. “Os jovens costumam ser descriminados por colegas quando se negam a beber. Faz parte da aceitação do grupo. É importante colocar na cabeça do filho que ele é vulnerável. E quanto mais cedo ficar dependente do álcool. Maiores serão as futuras sequelas”.
Da redação do Alô

GDF vai lançar Projeto de convivência nas escolas

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A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SE) lança nos próximos dias um projeto para abordar o bullying nas escolas públicas da cidade. O projeto consiste em implementar um plano de convivência escolar , que colocará as unidades de ensino para refletir e discutir as relações  a partir da sua própria realidade.
O projeto foi desenvolvido para que as escolas trabalhem e desenvolvam atividades para combater o bullying e outras violências que também são praticadas nas escolas, como o racismo e a homofobia.  Dividido em quatro níveis de convivência, permite  um melhor enfrentamento de todas as violências geradas no ambiente escolar.
O primeiro nível será realizado nas escolas e proporcionará uma discussão teórica sobre o bullying para os alunos. O segundo será a construção de um plano de convivência entre alunos e professores. O terceiro é regional e tem o objetivo de discutir e limitar os planos à área em que a escola está  localizada. O quarto irá trabalhar em todo o DF, gerando diretrizes de combate ao bullying em todas as redes de ensino.
Ainda para abordar a violência que as escolas enfrentam e que produzem, a Secretaria de Educação criou uma coordenação para cuidar da diversidade e outra para cuidar dos direitos humanos. Além disso, também foi criada uma assessoria especial para cuidar da segurança nas escolas.

Da redação do Alô

domingo, 1 de abril de 2012

Pela porta dos fundos

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Uma regra no acesso de estagiários e alguns funcionários vem causando alvoroço e polêmicas no Palácio do Itamaraty. Há dois meses os estagiários e funcionários terceirizados só podem entrar no prédio pela garagem. O órgão afirma que essa é uma medida de segurança e visa proteger as pessoas que trabalham no local. Entre os terceirizados, estão motoristas, faxineiros e recepcionistas. Os estagiários alegam estar sofrendo preconceito. Segundo o órgão, as três categorias e os estagiários que estão impedidos de usar a entrada principal somam mais de 1.700 pessoas.
Para ter acesso ao Itamaraty os funcionários e estudantes que trabalham no prédio têm um crachá de identificação e a leitura biométrica que pode ser colhida em qualquer entrada do Itamaraty. Um estagiário, que prefere não se identificar, afirma que a medida é desnecessária. “Eu acho extremamente desnecessárias medidas que não mudam em nada a segurança do prédio. As catracas foram modernizadas, e para entrar no edifício é preciso ter as digitais registradas”, afirma.
Os trabalhadores prejudicados com a medida afirmam que além da humilhação de ser barrado na porta principal, a entrada pela garagem fica longe do ponto de ônibus. Igor Lobo é estudante de Gestão de Políticas Públicas na Universidade de Brasília e já é a segunda vez que estagia no local. “Impedir os estagiários e funcionários terceirizados de entrar pela porta da frente é uma forma clara de discriminação.
“O nosso trabalho foi completamente desvalorizado. Não houve nenhum tipo de aviso. Eu cheguei aqui e fui barrado pelo segurança que afirmou que estagiários só entram pela garagem. Eu perguntei o porque da medida, e recebi como respostas que são ordens da Divisão de Serviços Gerais (DSG). Nós perdemos muito tempo tendo que dar a volta no prédio e ficamos longe da parada de ônibus. Quando entramos no Itamaraty, temos acesso a qualquer sala. Dizer que é questão de segurança não se justifica, a não ser por discriminação”, completa Igor. A redação do Alô entrou em contato com o Itamaraty, mas a assessoria de imprensa do órgão afirmou que o responsável pela medida estava em reunião . Até o fechamento desta edição o Itamaraty não retornou nossas ligações.
Da redação do Alô

TSE premia equipe da UnB que quebrou segurança da urna eletrônica

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Tribunal Superior Eleitoral premiou a equipe da UnB que conseguiu quebrar os códigos de segurança da urna eletrônica. O professor do Departamento de Ciência da Computação, Diego Aranha, e os técnicos do Centro de Informática da UnB Felipe Scarel, Marcelo Karam e André de Miranda, alcançaram a melhor performance, entre nove grupos de 24 especialistas, nos testes públicos de segurança das urnas eletrônicas que serão usadas nas próximas eleições. Eles receberam certificado em cerimônia no tribunal na manhã desta nesta quinta-feira 29.
A equipe da UnB foi a única a quebrar a segurança da urna e descobrir a ordem cronológica de eleitores em uma votação simulada. Os testes – que acontecem pela segunda vez – aconteceram nos dias 20, 21 e 22 de março. Eles têm uma dupla função: demonstrar a confiabilidade do sistema abrindo o acesso ao código fonte para especialistas e identificar possíveis brechas na segurança para serem corrigidas antes das eleições. O grupo alcançou um índice de acerto de 99,9% da ordem em que os eleitores fictícios votaram na urna – sem chegar a identificar a identidade dos votantes – mas recuperando tudo que foi digitado por cada um deles.
A comissão avaliadora agora vai propor aprimoramentos ao tribunal. Para Jamil Salem, professor da Universidade Federal de Uberlândia e membro da comissão, o desempenho das equipes superou as expectativas. “Todos usaram abordagens científicas bem-elaboradas”, afirmou.
UnB Agência

TSE - Jovens Guerreiros